Após lançamento de álbum, Dry encara nova fase

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Há dois meses a banda Dry representou o rock goiano em uma campanha publicitária da maior emissora de TV de Goiás, que é afiliada da Rede Globo. O misto de imagens no qual Marco Bauer (vocal), Pedro Bernardi (guirtarra), Augusto Zimiani (bateria) e Gustavo Gontijo (baixo) estavam inseridos – tocando, é claro – foi narrado da seguinte maneira: “Goiano é quem adora uma boa moda (vestuário), a outra moda (sertaneja) e uma moda mais pesada (rock goiano). Ah! E essa moda também (pamonha)”. Dry não foi escolhido aleatoriamente. O quarteto faz parte da nova safra de bandas goianas que fomentam a cena e encantam o público. "Foi um lance (a escolha) bem informal mesmo”, lembra Bauer.  Não fomos indicados exatamente como “Dry” e sim como atores globais mesmo (risos)”, completou em tom de gozação. Aliás, esta é a característa da banda: entrosamento com boa dose de ‘zoeira’.

A banda surgiu em 2010, mas os caras só fizeram o primeiro show em 2011. “Ficamos enfurnados no estúdio (ensaiando) para tocar só em 2011 (risos)”, lembra Zimiani. Pois bem, a “concentração” valeu a pena. Naquele mesmo ano eles se apresentaram em festivais renomados como o Vaca Amarela, Goiânia Noise Festival, o Unconvention, dentro do Canto da Primavera, além do Anti-Música. Em agosto de 2012 iniciaram o processo de produção e gravação do álbum de estreia, o “Enjoy the Fall”.

Após o lançamento do disco em março deste ano,  a banda encara a nova fase com vigor e maturidade. Entusiasmados, planejam expandir o circuito. Para isso, se revezam na criação de merchandising, na atualização do site e das redes sociais, estabelecem contato direto com produtores, para realização de shows e planejam gravar videoclipes. “Depende mais de nós do que dos outros. Não somos uma banda, somos praticamente uma empresa. Seriamos uma banda se precisássemos apenas compor e tocar e ainda bem que não é assim”, pontuou Bauer. “No contexto atual das coisas, se a banda não for sólida e produzir pelos próprios recursos, agenciamentos não resolve porque é uma parte bem pequena da equação”, completou Pedro.

Para Pedro, embora o processo seja lento no universo do rock alternativo/metal, o interesse por parte do público pela banda aumenta a cada show. “As pessoas pedem músicas nos shows pelo nome, ao invés de ‘aquela que tem aquele solo de baixo’ (risos)”, afirma o guitarrista em tom de descontração.

No que diz respeito a público, predomina entre os integrantes o desejo de atingir a cena de forma geral. Contudo, Bauer não esconde a vontade de mostrar aos headbangers o som pesado da Dry. “Sou o cara mais metaleiro que eu conheço, então, quero que outros ‘Marco’s Bauer’s’ do mundo ouçam. Gosto do que eu faço e é só uma questão de conseguir com que minha música chegue até outros como eu”.